Campo Grande-MS 23.06.2017
Saúde Mental
Quarta-Feira, 25.11.2015 às 09:12
Saúde Mental
Como prevenir a ocorrência das patologias mentais e minimizar riscos
Aline Félix
Para o Portal Top Vitrine
Divulgação/Márcio Capovilla
Dr. Ricardo Frota

Muito se fala sobre prevenção de doenças do coração, câncer, prevenção de saúde feminina, masculina e a prevenção da mente?

 

Segundo Czeresnia, as ações preventivas podem ser definidas como intervenções desenvolvidas para se evitar o surgimento de doenças específicas, através da detecção, do controle e da mitigação dos fatores de risco dessas enfermidades. Essas intervenções podem ser direcionadas para grupos populacionais específicos ou para a população em geral.

 

São exemplos de estratégias preventivas: os programas de rastreamento populacional do câncer, campanhas de vacinação contra doenças infecciosas, atividades para a conscientização da população sobre os riscos do tabaco e a aplicação de normas de segurança contra acidentes.

 

Quando se fala em prevenção de saúde mental pensamos logo em depressão, ansiedade e outros transtornos que fazem parte do cotidiano e muito se ouve falar, mas por que pouco se fala em prevenção dos distúrbios da mente uma vez que ela é algo possível?

 

Segundo o psiquiatra, palestrante e coach de mentes Dr. Ricardo Frota, muitos conceitos sobre saúde da mente são deturpados, pelo fato de ser abstrato, inacessível ao toque e que, por esses motivos, são estigmatizados como algo que não podemos controlar, pois foge do alcance da pessoa, é algo maior que que ela mesma e muitas vezes o indivíduo acaba desistindo ou não sabe como lutar para reestabelecer a saúde da mente.

 

Adoecemos através dos nossos pensamentos

 

“Sabemos que adoecemos através dos nossos pensamentos que são transmitidos as nossas emoções e sentimentos e à medida que alimentamos pensamentos negativos, destrutivos e fazemos disso um hábito, a nossa mente começa a ficar treinada a obedecer esses estímulos e então começa a modificar a química do nosso cérebro que obedece aos comandos da mente e assim começa um vínculo doentio que passa a prender as pessoas em suas crenças mentais”, afirma.

 

Dr. Ricardo destaca que esse é um referencial novo, vem ganhando espaço nos EUA, mas ainda pouco difundido no Brasil, já que, em geral, a área da saúde mental tem se dedicado mais ao tratamento e à reabilitação dos portadores de distúrbios mentais.

 

“A prevenção vem de ensinar as pessoas conceitos inovadores de aprenderem a pensar e a identificar esses pensamentos e quais são bons e ruins e saber programá-los em benefício próprio. E sabemos que o conteúdo desses pensamentos afeta diretamente suas próprias emoções e sentimentos”, alerta.

 

O Instituto Nacional de Psiquiatria do Desenvolvimento (INPD) é um centro de pesquisa multicêntrico, que reúne especialistas de diversas universidades do Brasil e do exterior.

 

O INPD está realizando 16 projetos de pesquisa sobre os transtornos mentais da infância, com avaliações sob o ponto de vista social e biológico, para o desenvolvimento de ferramentas e métodos para a identificação precoce de crianças e de adolescentes que apresentem fatores de risco para os distúrbios, possibilitando uma intervenção antes da doença se manifestar.

 

Porém, se diversos transtornos psiquiátricos têm um componente genético, podemos falar em prevenção?

 

Dr. Ricardo Frota explica que as pesquisas sobre a relação entre fatores genéticos e o ambiente sugerem que os genes não determinam as doenças de forma definitiva, os transtornos psiquiátricos são resultado de uma interação complexa entre vários genes de pequeno efeito - isto é, cada gene é responsável por parte dos sintomas - e diversos fatores ambientais.

 

As pesquisas indicam que os fatores ambientais são capazes de alterar a nossa biologia. Embora eles não sejam capazes de modificar a sequência do DNA que herdamos, o ambiente é capaz de alterar quais e como os genes são expressos em determinadas células durante o neurodesenvolvimento.

 

A exata relação entre os fatores genéticos e os fatores ambientais, bem como a magnitude do risco do desenvolvimento de uma psicopatologia ainda são aspectos desconhecidos e provavelmente são bastante diferentes para cada pessoa.

 

O psiquiatra destaca que existe a possibilidade de serem criadas estratégias de prevenção, quando se considera o papel, ainda inexplorado, do ambiente em “ativar” e “desativar” as porções do nosso DNA.

 

“É um processo de descobrimento pessoal, que as leva a entenderem de fato como a forma de sentir, de se emocionar, se realizar, pensar influencia diretamente nos resultados pessoais e profissionais e como as escolhas que fazem para suas vidas irão determinar o quanto serão felizes e livres das perturbações que vêm da mente. E a explicação dos cuidados físicos e espirituais que precisamos ter como parte do conjunto todo que forma nossa psique”, finaliza.

 

Ricardo Frota

 

É médico, psiquiatra, palestrante e coach de mentes.

 

Formado em Medicina pela Universidade Iguaçu (RJ), com pós-graduação em Medicina da Dor pelo Hospital Albert Einstein (SP), possui também formação em psiquiatria pelo Instituto Superior de Medicina e Santa Casa (SP). É coaching pela America do Norte CCF (Certified Coaches Federation) com ênfase em Life Coaching. Possui formação como palestrante pelo curso “Negócios de Palestras” e ''Excelencia no Palco'' do Roberto Shinyashiki e também membro da The School of Life''.

 

A partir de treinamentos formais tanto no Brasil, como no exterior, com pesquisas de campo e ampla experiência, construiu uma carreira como palestrante onde seus temas fazem com que as pessoas compreendam como podem alcançar grandes transformações pessoais reprogramando a mente, de forma que percebam todos os conflitos internos e externos que as levam a se boicotarem e desistirem dos seus sonhos. Com suas mensagens, não apenas de uma forma motivacional, pela autoajuda, mas, sim, baseada em estudos de neurociência que explicam o potencial da mente e como fazê-la agir ao nosso favor.

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