Campo Grande-MS 24.04.2017
Preservação
Terça-Feira, 16.04.2013 às 07:58
Preservação
Pesquisadora se torna 1ª brasileira a integrar uma Comissão Científica da Cites
Serviço Florestal Brasileiro
Revista Top Vitrine
Divulgação/Serviço Florestal Brasileiro
Árvores são protegidas pela inclusão na Cites
Divulgação/Serviço Florestal Brasileiro
A pesquisadora Vera Rauber Coradin

Especialista em Anatomia e Morfologia da Madeira, Vera Coradin, do Laboratório de Produtos Florestais (LPF/SFB) fará parte de grupo de 12 especialistas do Comitê Científico da Convenção, que protege animais e plantas da extinção pelo comércio internacional.

 

A Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites), um dos mais importantes instrumentos para proteger animais e plantas do desaparecimento, terá, pela primeira vez, um representante do Brasil no Comitê Científico.

 

A pesquisadora do Laboratório de Produtos Florestais (LPF) do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Vera Rauber Coradin, vai ocupar uma das duas vagas destinadas a representante das Américas do Sul, Central e Caribe durante os próximos três anos. Formado por 12 especialistas, o Comitê reúne integrantes da África, Ásia, Europa, América do Norte e Oceania.

 

É esse grupo que alerta sobre espécies que são objeto de comércio internacional, presta aconselhamento científico e elabora resoluções a serem consideradas pelas Conferências das Partes (COP) da Cites, ocasião em que os 178 países-membros tomam decisões que podem restringir o comércio de plantas e animais em risco de extinção.

 

O mogno, o pau-brasil, o jacarandá-da-bahia, o cedro, o pau-rosa, o xaxim, além de todas as orquídeas, cactus e algumas bromélias têm o comércio internacional controlado devido à inclusão na Cites. O Brasil é signatário do acordo desde 1975.

 

Identificação da madeira

 

Vera é doutora em Ecologia e há mais de 30 anos atua nas áreas de Morfologia e Anatomia da Madeira.

 

Desde 2004, a especialista exerce atividades ligadas à Cites, quando o LPF passou a contribuir, como autoridade científica brasileira da Convênção, na elaboração de pareceres científicos ligados à emissão de licenças para produtos ou subprodutos de espécies listadas na Cites em relação a espécies madeireiras.

 

Esses pareceres avaliam, por exemplo, se o manejo da espécie florestal atende às normas legais, e se a forma como o produto foi obtido não contribui para sua extinção. Com base nessas informações, o Ibama, que é a autoridade administrativa da Cites no país, concede ou não a autorização para exportação.

 

Segundo a coordenadora de Acesso aos Recursos Florestais e Recuperação de Áreas Degradadas do Ibama, Claudia Mello, que trabalha com as solicitações de licenças, a escolha de uma pesquisadora brasileira é um reconhecimento da qualificação dos pesquisadores do país.

 

É, ainda, segundo a coordenadora, uma oportunidade para fortalecer a região e a atuação brasileira na Convenção. “A escolha permite um trabalho mais ativo e propositivo na Cites. O Brasil terá a oportunidade de trabalhar para o fortalecimento da região, no âmbito da Convenção”, afirma.

 

Saiba mais

 

Cerca de 5.000 espécies de animais e 29.000 de plantas são protegidos pela Cites, e estão agrupados em três categorias, conforme o grau de ameaça que o comércio internacional exerce sobre elas. O Anexo I traz as espécies já em risco de extinção e com controle mais rigoroso. O jacarandá-da-bahia, bastante usado em instrumentos musicais, faz parte desse grupo.

 

No Anexo 2, estão espécies que, embora não se encontrem necessariamente em perigo de extinção, poderão chegar a esta situação, e no Anexo 3, aquelas incluídas a pedido do país interessado, cuja exploração necessita ser restrita ou impedida e que requer a cooperação no seu controle.

 

A Cites estima, conservadoramente, que apenas o comércio de animais incluídos no Anexo 2 tenha movimentado cerca de 2,2 bilhões de dólares entre 2006 e 2010.

 

As transações internacionais variam de animais vivos e plantas a um vasto leque de produtos de vida selvagem deles derivados, como produtos alimentícios, artigos de couro exóticos, instrumentos musicais de madeira e medicamentos, por exemplo.

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