Campo Grande-MS 26.06.2017
Ortopedista alerta para os cuidados com o mergulho em água rasa
Sexta-Feira, 08.01.2016 às 11:31
Ortopedista alerta para os cuidados com o mergulho em água rasa
Em alguns casos a pessoa pode carregar uma paralisia definitiva ou até morrer
Rodrigo Fernandes
Para o Portal Top Vitrine
Divulgação/Age Imagem
Mergulho de cabeça é o mais perigoso

Rios, piscinas e mares; locais que no verão sempre estão repletos de pessoas que buscam alívio nas águas, diante do calor quase que insuportável.

 

Mas o que poucos sabem é que um simples lugar de lazer pode oferecer sérios riscos para quem não toma os cuidados necessários.

 

No Brasil, por exemplo, é alto o número de pessoas que sofrem acidentes em águas rasas, principalmente pelo famoso mergulho de cabeça.

 

Dados do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas mostram que a 4ª causa de lesão medular no Brasil é causada por mergulhos em água rasa.

 

Além disso, 60,9% das pessoas que sofrem uma lesão por bater a cabeça ao realizar um mergulho ficam ou paraplégicas ou tetraplégicas. Em 90% dos casos, os pacientes são jovens entre 10 e 25 anos.

 

O ortopedista e especialista em coluna pelo Hospital das Clínicas de São Paulo, Dr. Rogério Vidal, diz que traumas graves podem ser causados, por um simples mergulho em locais desconhecidos.

 

“O calor propicia um aumento no número de pessoas nesses locais de água rasa e existe esse perigo escondido ligado ao mergulho, principalmente porque muitas pessoas não conhecem o local que vão mergulhar. Dependendo da pancada, a pessoa pode sofrer graves lesões na coluna vertebral”.

 

Segundo o especialista, em alguns casos a pessoa pode carregar uma paralisia definitiva.

 

“Alguns traumas na coluna, em função desse mergulho de cabeça, podem levar a pessoa a ficar paraplégica ou tetraplégica. Dependo do grau da lesão na coluna, pode ocorrer uma interrupção parcial ou total das conexões nervosas do cérebro para os membros”, alerta Dr. Rogério.

 

O ortopedista comenta ainda que já viu pacientes morrerem depois de fazer um mergulho de cabeça.

 

“Já vi casos em que a pessoa não resistiu aos ferimentos e morreu após esse tipo de mergulho em águas rasas. Por isso é fundamental a pessoa primeiro conhecer o lugar, antes de fazer qualquer tipo de mergulho. Em quase todos os casos, a pessoa que está nesse momento de lazer não consegue visualizar o fundo do rio, ou do lago e nem imagina a profundidade e o perigo”, conclui o especialista.

 

Dr. Rogério Vidal de Lima

 

Dr. Rogério Vidal de Lima é especialista em Coluna pelo Hospital das Clínicas (SP), membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), membro da Sociedade Brasileira de Patologias da Coluna e ainda da International Affiliate Membership of AAOS – American Academy of  Orthopaedic Surgeons.

 

www.rogeriovidal.com.br

20 JULHO - DOM
Combate ao diabetes tipo 2
17 DEZEMBRO - TER
Proteja seus olhos do sol
12 FEVEREIRO - QUI
Proteja-se do HPV. O Carnaval está aí
13 NOVEMBRO - QUI
Dia Mundial do Diabetes: 14 de novembro
Busca Detalhada
Utilize a busca avançadas do site para encontrar o que deseja em termos de noticías.