Campo Grande-MS 24.04.2017
Independência na terceira idade
Terça-Feira, 01.03.2016 às 09:00
Independência na terceira idade
Cinco dicas para prevenir acidentes e manter a autonomia do idoso
Thaís Cipollari
Para o Portal Top Vitrine
Divulgação
Márcia Sena

Cada vez mais, vivemos em uma sociedade onde ter 65 anos ou mais não é sinônimo de deixar de ser ativo ou perder a independência.

 

Pesquisas recentes dão conta de que a população da terceira idade que prefere morar sozinha cresce em todo o mundo. Na cidade de Manhattan, nos EUA, 50% deles vivem sós, já em Estocolmo, na Suécia, esse número sobe para 60%.

 

O Brasil segue a tendência mundial, segundo dados do IBGE de 2012, 29,4% dos idosos já moravam sozinhos, totalizando quase quatro milhões de habitantes. O que significa um aumento de 215% nos últimos 20 anos.

 

O aumento da longevidade, os avanços da medicina e o acesso à tecnologia mudaram o perfil dos idosos permitindo que eles desfrutem de uma vida mais saudável e ativa.

 

Mas, mesmo diante de tanta disposição é preciso tomar alguns cuidados para garantir a liberdade sem colocar em risco a saúde, por isso, em países da Europa e nos Estados Unidos, um conceito para facilitar a vida na melhor idade com segurança e tranquilidade ganha cada vez mais adeptos. É o Aging in Place.

 

Segundo Márcia Sena, especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge, o Aging in Place permite ao idoso continuar a sua rotina diária normalmente, sem que precise mudar de sua casa ou perder a liberdade.

 

“Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, que vão desde a manutenção da limpeza doméstica até a implantação de um sistema de monitoramento pessoal, asseguram aos que chegam à terceira idade manter a independência, sem colocar em risco sua segurança ou saúde. Este conceito é inovador pois permite que o idoso continue no comando de sua vida, o que promove a autoestima, sem perder de vista suas novas necessidades, impostas pelo desafio do envelhecimento e que precisam ser atendidas”, explica.

 

Um dos grandes desafios para que os idosos possam viver sós está na possibilidade de precisarem de um suporte em caso de quedas ou mal súbito como ataque cardíaco ou AVC. Estatísticas apontam que 30% dos idosos caem pelo menos uma vez por ano.

 

Adriana Porto, cliente que contratou o sistema de Teleassistência 24 horas, conta que sua mãe entrou para estas estatísticas.

 

A senhora estava sozinha quando caiu no banheiro e só pôde ser socorrida pela família, de forma rápida e eficaz, porque usava um sistema de monitoramento remoto que, em casos como este, permite o acionamento de um botão de emergência ligado à uma central de atendimento 24 horas. “Foi o que salvou minha mãe. Se ela não tivesse o serviço de teleassistência, teria ficado no chão do banheiro até amanhecer”, conta.

 

Em alguns casos, a demora no socorro pode significar a piora de um quadro que poderia ser facilmente resolvido e, muitas vezes, levar à morte. É o que aponta o estudo realizado pelo Ministério da Saúde, que indica que as quedas são a sexta causa de óbito na terceira idade e representam 70% das mortes em idosos com mais de 75 anos.

 

Mas engana-se quem pensa que contar com um sistema de monitoramento remoto é algo complicado. A enfermeira e especialista em Serviços de Saúde para a Terceira Idade, Eliana Palmieri, explica que, apesar de ter uma operação muito sofisticada, estes sistemas são muito simples de serem adaptados à rotina dos idosos. “Eles podem ser encontrados em diversos formatos, como braceletes ou pingentes”.

 

A diferença para um acessório comum é que eles são, na verdade, botões transmissores que se conectam a um console com viva-voz que liga a residência com uma Central de Monitoramento 24h.

 

Quando acontece uma emergência, os usuários acionam este botão e, imediatamente são providenciadas ações para que o socorro chegue o mais rápido possível, o que diminui em grande parte os riscos de morte prematura ou sequelas.

 

Eliana ressalta que “a primeira hora após um acidente grave ou de problemas de saúde como infartos e derrames, também conhecida como Golden Hour (Hora de Ouro), é vital para determinar a probabilidade de redução de sequelas e mortalidade.

 

Em casos de AVC, por exemplo, uma em cada duas pessoas se recupera ao chegar no hospital na primeira hora. Se o socorro demorar mais de três horas, a chance de recuperação cai para uma em cada sete pessoas e, após 4h30 da ocorrência, somente uma em cada 14 pessoas fica curada.

 

Quanto mais precocemente a vítima for socorrida maiores serão as chances de recuperação, por isso, os aparelhos de monitoramento remoto estão ganhando cada vez mais adeptos. Eles ainda oferecem a vantagem de que, seja o bracelete ou o pingente são  à prova d'água e podem ser acionados inclusive durante o banho”, diz.

 

Com o avançar da idade nos tornamos mais frágeis e isso acontece por mudanças inerentes ao próprio processo natural do envelhecimento, como a redução da visão e audição, diminuição da massa muscular, alterações do equilíbrio e da mobilidade e aparecimento de doenças crônico-degenerativas.

 

Todos esses fatores aumentam o risco do idoso sofrer acidentes domésticos. Para quem tem um idoso na família que faz questão de manter a sua independência, seja morando sozinho ou com os familiares, mas sem perder sua autonomia e liberdade, Márcia Sena traz cinco dicas que podem ser facilmente implementadas para prevenir acidentes ou evitar que eles se tornem algo ainda mais grave:

 

1. Consulte periodicamente o seu médico

 

O diagnóstico precoce é o melhor aliado da qualidade de vida. Através da prevenção, o especialista pode tratar corretamente o paciente e combater as doenças antes de chegarem no estágio avançado, aumentando as chances de cura. Adotar medidas de prevenção possibilita maior autonomia e bem-estar para quem está na terceira idade, mas ainda tem muito para aproveitar.

 

2. Atenção com os medicamentos

 

No Brasil aproximadamente 56% dos idosos tomam medicamentos de uso contínuo. A grande quantidade de remédios para administrar diariamente dificulta o controle. É preciso muita atenção para não esquecer de uma dose ou, até mesmo, tomar o mesmo medicamento duas vezes. Trocas como estas trazem sérios riscos à saúde, pois esquecer de tomar uma medicação compromete a eficácia do tratamento, enquanto que a superdosagem, pode causar efeitos colaterais. É fundamental seguir, sempre, as orientações médicas e providências simples podem ajudar a prevenir enganos na rotina: Faça uma lista de todos os medicamentos com a dosagem e os horários de cada um e utilize porta-comprimidos que separam as medicações por dias da semana ou períodos que devem ingeridos.

 

3. Facilite a acessibilidade

 

Com a redução dos reflexos e outras barreiras físicas, é natural que o envelhecimento traga uma dificuldade de mobilidade. Mas, muitas vezes, com soluções simples, é possível adaptar espaços e mobiliários eliminando barreiras, facilitando a circulação e diminuindo os riscos dentro de casa.

 

4. Tenha uma alimentação balanceada

 

Com o passar dos anos, o idoso sofre modificações fisiológicas e este processo de envelhecimento pode acarretar em carências nutricionais. Para minimizar a perda nutricional é importante incluir no cardápio nutrientes que fazem falta para o organismo nesta fase da vida.

 

5. Forme redes de apoio

 

Seja para os idosos que moram sozinhos, quanto para aqueles que ficam sem companhia em ocasiões pontuais, é muito importante contar com redes de apoio que possam ser acionadas em casos de emergência. Este papel antigamente era desempenhado por um vizinho ou porteiro, mas cada vez mais estão sendo substituídos pelos serviços de monitoramento eletrônico especializados, que promovem tranquilidade para o idoso e os familiares, com baixo custo e eficácia garantida.

 

Márcia complementa. “A medicina, a ciência e todas as outras áreas do saber a cada dia trazem novas soluções e alternativas para promover o envelhecimento saudável e com qualidade de vida. Envelhecer é um processo natural, mas isso não significa que precisamos perder nossa autonomia, bem-estar e alegria de viver”.

 

Sobre Márcia Sena

 

É especialista em qualidade de vida na terceira idade da Senior Concierge. MBA em Administração na Marquette University (EUA) e experiência em várias áreas terapêuticas da indústria farmacêutica. Criou a Senior Concierge a partir de uma experiência pessoal de dificuldade de conciliar seu trabalho como executiva e cuidar dos pais que estão envelhecendo. Se especializou nas necessidades e desafios da terceira idade e desenvolveu serviços com foco na manutenção da autonomia de pessoas da melhor idade no seu local de convívio, oferecendo resolução de problemas de mobilidade, bem-estar, tarefas domésticas do dia a dia e segurança contra males súbitos.

 

Senior Concierge

 

Com algumas simples adaptações para esta nova fase de vida e o suporte pontual de alguns serviços personalizados, que vão desde a manutenção da limpeza doméstica até a implantação de um sistema de assistência remota, asseguram aos que chegam à melhor idade manter a independência, sem colocar em risco sua segurança ou saúde. Trata-se de um conceito é inovador pois permite que o idoso continue no comando de sua vida, o que promove a autoestima, sem perder de vista suas novas necessidades, impostas pelo desafio do envelhecimento e que precisam ser atendidas, que oferece um pool de serviços que permitem que o idoso continue sua rotina diária normalmente, sem que precise mudar de sua casa ou perder a liberdade “Aging in Place”. Ela é pioneira no Brasil no exclusivo modelo de prestação de serviços já conhecido e praticado nos Estados Unidos e na Europa, chamadoA Senior Concierge oferece serviços diferenciados e customizados que proporcionam conforto e independência à terceira idade.

 

Serviço

 

www.seniorconcierge.com.br

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