Campo Grande-MS 01.05.2017
Cães e gatos: essa mistura dá certo!
Sabado, 19.03.2016 às 11:00
Cães e gatos: essa mistura dá certo!
Nunca promova o encontro de um cão com um gato sem antes prepará-los
Mais Que Pet
Para o Portal Top Vitrine
Divulgação/Mais Que Pet
Cães e gatos podem viver em harmonia

Quem já tem um cão e deseja adotar um gato, ou vice-versa, pode realizar o sonho! Salvo raras exceções, cães e gatos podem viver em harmonia na mesma casa e quase sempre se tornam grandes companheiros.

 

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Vale lembrar, entretanto, que quando eles convivem desde filhotes, a adaptação é natural e não necessita de grandes intervenções humanas.

 

Filhotes têm menos medo, causam menos medo em outro animal e são mais fáceis de controlar. Mas, se um dos dois, ou os dois, são adultos, é preciso fazer uma “apresentação” e ter paciência, afinal, o gato deve superar o medo de um dos seus maiores predadores e o cão deve aprender a controlar sua natureza de caçador.

 

O ajuste entre os pets, que basicamente envolve o domínio do território, pode demorar dias, semanas e até meses. O resultado, porém, compensa! Confira nossas dicas:

 

1. A primeira coisa que deve ser verificada é a saúde do novo membro da família. Em geral, as doenças felinas não são transmitidas aos cães, e vice-versa, mas ectoparasitas – como pulgas e carrapatos –, além de verminoses, podem contaminar o outro animal da casa.

 

2. Antes de promover o encontro, castre os dois animais. A castração reduz a agressividade e também diminui o comportamento territorialista.

 

3. Quando dois animais vão ser apresentados, o ideal é que isso ocorra em um ambiente neutro. Porém, nesse tipo de adaptação, essa atitude pode não ser simples, uma vez que cães e gatos podem demorar para se acostumar um ao outro. Outra dica importante: o pet mais antigo da família deve ter a “preferência”, uma vez que ele já habitava a casa. Quando estiver sozinho(a) com ele, redobre o afeto e a atenção.

 

4. Comece deixando o novo pet em um cômodo fechado (com água, comida, ventilação, espaço, brinquedos, cama, caixa de areia). Permita que o membro mais velho da família cheire a porta e os vãos. Com olfatos poderosos, o cão e o gato saberão que do outro lado há um animal, acredite.

 

5. Quando ambos mostrarem tranquilidade, ou seja, quando a ansiedade estiver bem reduzida e a porta perder o interesse, permita que eles se vejam. Faça isso colocando o gato em uma caixa de transporte e segurando o cão na guia, para que ele possa ser controlado. No início, mantenha uma boa distância – para não acuar o felino – e distraia o cão com agrados, petiscos e brinquedos para que ele associe o gato a algo positivo. Peça para outra pessoa, nesse mesmo momento, oferecer petiscos ao gato ou distraí-lo com algum objeto. Com o passar dos dias, deixe que o cão se aproxime cada vez mais – sempre na guia – da caixa. Se um dos animais demonstrar agressividade, repreenda com firmeza! Se for o cão, diga “não!” e dê um leve tranquinho na guia. Gatos são mais sensíveis e uma batida bem leve na caixa, também com um “não” ou “ei!”, deve resolver.

 

6. O próximo passo é decisivo! Quando os dois animais se mostrarem confortáveis com a aproximação através da caixa – inclusive cheirando os focinhos sem nenhum sinal de estresse – é hora de soltar o gato. Faça isso em um ambiente não muito grande, como um quarto, e mantenha as janelas e portas bem fechadas. Mantenha o cão na guia, perto de você, e abra a porta da caixa. Permita que o gato saia no seu tempo e que se aproxime quando quiser. Novamente, não tolere agressividade e se o gato tentar um ataque – o que é raro nessa fase – tenha um borrifador com água. No correr dos dias, vá aumentado a guia disponível, de forma que o cão também possa se aproximar do felino e cheirá-lo. E lembre-se: a postura do dono é essencial para o sucesso. Quanto mais serenidade e segurança, melhor o resultado.

 

7. Quando você observar que eles estão convivendo tranquilamente no quarto, é hora de “passear” pela casa com o cão, ainda na guia. Também é o momento de seguir com alguns hábitos, como ver TV, e observar como eles reagem quando você está “distraído(a)” ou ocupado(a), embora controlando o cachorro com a guia.

 

8. Após certificar-se de que eles estão tranquilos, de que não têm mais reações de ataque, é hora de soltar o cão. A supervisão, porém, deve continuar e eles não devem dormir soltos no mesmo lugar e nem ficar sozinhos no mesmo ambiente durante alguns meses.

 

Mais dicas

 

Antes de adotar um novo animal de companhia, faça uma reflexão. Você terá tempo, disponibilidade e paciência para fazer a adaptação?

 

Nunca promova o encontro de um cão com um gato sem antes prepará-los. Podem ocorrer brigas, que colocarão o gato em risco de morte e o cão exposto a sérios ferimentos, como cegueira.

 

Observe, nessa fase, se os pets estão se alimentando normalmente, se estão dormindo e se mantêm os mesmos hábitos e comportamentos. Qualquer alteração, especialmente no apetite, pode indicar estresse. Nesse caso, faça a adaptação de forma ainda mais lenta.

 

Esteja atento à segurança, especialmente durante a adaptação. As janelas devem ser todas teladas e as portas precisam permanecer fechadas, para evitar fugas.

 

Gatos não devem comer a ração dos cães e os cães não devem ter acesso ao alimento dos gatos. Por isso, quando já estiverem convivendo soltos no mesmo ambiente, posicione a ração do gato em um lugar alto. Eles adoram os passeios aéreos e o cão não alcançará.

 

Durante a adaptação, retire do ambiente objetos que possam deixar os ânimos acirrados e gerar competição, como o brinquedo preferido ou o cobertor de estimação.

 

Mesmo que seja para brincar, não permita que o cão corra atrás do gato. Os felinos reagem muito mal a esse comportamento, fugindo assustados ou revidando com ataque. Repreenda o cão na hora!

 

Se há mais de um cão na casa, a adaptação deve ser individual e depois repetida com o grupo. Juntos, cães se sentem “em matilha” e podem alterar o comportamento com o felino.

 

Serviço

 

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