Campo Grande-MS 27.07.2017

Pedro Marcos Roma de Castro

Comportamento & Diversidade Sexual

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SAB, 09.04.2016

Sexualidade e política

A sexualidade de cada um não é um tema político

Pedro Marcos Roma de Castro

Para o Portal Top Vitrine

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Nessa crise - a maior da nossa história, que o país vivencia nesse momento, somente para relaxar um pouco, não vou aqui tocar e focar só o nosso cenário político nacional e o clima que está para lá de tenso.

 

Vamos passear um pouco e ver algo inédito que se passou na vida política portuguesa, na sequência da discussão e rejeição da lei da co-adopção.

 

O que seria uma co-adopção ou coadoção no nosso português mais brasileiro?

 

Imagino que para a adoção de crianças não seja necessário esclarecimentos adicionais, é um conceito público e notório. A coadoção segundo o texto do projeto de lei português seria “quando duas pessoas do mesmo sexo sejam casadas ou vivam em união de facto, exercendo um deles responsabilidades parentais em relação a um menor, por via da filiação ou adoção, pode o cônjuge ou o unido de facto coadotar o referido menor”.

 

Ou seja, no caso do cenário homossexual seria, por exemplo: Um dos entes ser pai de fato ou mãe de fato da criança, terminar a relação heterossexual e partir de então manter uma relação homossexual. A questão discutida seria então a possibilidade desse padastro ou madastra ser pai ou mãe perante a lei, pelo regime da co-adopção.

 

Em 2013 o parlamento português rejeitou a adoção por casais do mesmo sexo e deixou em aberto a possiblidade (talvez) da co-adopção. Um ano mais tarde, a coadoção que havia sido deixada em aberto voltou a compor pauta da agenda parlamentar e foi rejeitada em plenária.

 

Com 224 parlamentares presentes o projeto de lei possuiu 112 votos contra, 107 a favor e quatro abstenções. Ou seja, a diferença não foi tão grande e agora em fevereiro do corrente o parlamento voltou à essa questão da adoção. Mas o que chamou mais a atenção à época foi a forma de se “vingar”.

 

Um antigo dirigente da sigla JSD e atual militante LGBT, Carlos Reis, denunciou a “hipocrisia” de dirigentes políticos que, segundo ele, eram homossexuais e votaram contra a causa. No sentido popular de jogar ‘destroços no ventilador’, diversos nomes de domínio público foram revelados.

 

Só que revelar, neste domínio (ou quem quer que seja) é algo que suscita legítimas rejeições e muitas dúvidas. Afinal eles seriam gays mesmo? Seriam g0ys confundidos? Seriam bissexuais? Ou eles seriam héteros onde simplesmente houve acusações no vazio.

 

Daniel Oliveira, em artigo publicado na coluna do  Expresso online português (http://expresso.sapo.pt/opiniao/opiniao_daniel_oliveira), firmou-se por uma categórica e total rejeição: “A sexualidade de cada um não é um tema político” e “a política não tem de entrar na cama de ninguém”.

 

E disse mais: Que ser homossexual não obriga ninguém a ser liberal (centro) em termos políticos, nem ser conversador (direita) e nem ser de costumes pró-causas arco-íris (supostamente da esquerda); e que é cair num logro denunciar essas aparentes contradições. “Pois não são contradições”, nas palavras de Daniel.

 

Há que se ponderar que a sexualidade e bandeiras políticas não possuem um casamento linear e obrigatório. Falo isso, porque vários gays no Brasil são assumidos e hoje relatam nas redes sociais que são favoráveis a novas eleições e/ou ao impeachment por exemplo e são hostilizados, por demais militantes. O slogan implícito é: Se é gay, apoie obrigatoriamente a esquerda, seja contra o suposto golpe e seja contra aqueles heteros – o povo da direita.

 

Os argumentos parecem corretíssimos? Seria uma luta de classes “sexuais” especialmente as masculinas expostas na arena política. Pura e simplesmente seria isso, duas categorias duelando de forma polarizada; se sou gay voto e apoio fulano, se sou hetero voto e apoio sicrano. Não é demais um simplismo desarmante por si só.

 

O seu voto depende única e exclusivamente da sua condição sexual?

 

Claro que não, a política envolve talvez a sexualidade, mas envolve posições de visões de mundo, produção econômica, geração de emprego e renda, visões acerca da sustentabilidade, ecologia, poluição, mobilidade urbana, etc, etc, enfim... é bom parar por aqui porque a lista é longa.

 

A lógica do outing (sair do armário) é a da obtenção de uma confissão sob a forma de discurso que responde a uma injunção; confesse: “Quem és tu? Qual é o teu segredo?”. Ora, qualquer identidade é muito mais complicada, muito menos fixa e muito mais objeto de uma construção social/cultural/biológica e psicológica, do que aquilo que se pode inferir de uma “confissão” política e pública que supõe o postulado da homossexualidade imutável.

 

Os gays enrustidos portugueses foram “penalizados” por outros gays sob a forma dos seus segredos terem sido revelados. Entretanto os heteros que votaram a favor da co-adopção, não foram acusados de traidores e nem foram colocados sob uma suspeita pela ala dos seus opositores políticos – que seria uma suspeita óbvia, ah se ele votou a favor, talvez ele seja... um gay enrustido. Enfim, isso só para se refletir o quanto é infantil esse tipo de vinculação com a sexualidade e a política do outing; gays enrustidos votando contra não pode; gays enrustidos votando a favor, pode.

 

Que espécie de ambiguidade e indecisão suscita então na atitude dos atores políticos? A luta de minorias é legítima, acontece que no regime democrático ela não pode se sobrepor a vontade da maioria. No atual regime democrático constitucional de pleno direito, as demandas pró-minorias se legitimam, no momento que estas são incorporadas e vistas como justas e legítimas pela maioria.

 

Por isso, em alguns momentos são necessários movimentos, a sexualidade pode ser uma afinidade em prol de uma causa, mas o feminismo, o movimento LGBT, agora o movimento pró-masculinidade promovida pelos g0ys, enfim todos eles não podem se tornar uma prisão psíquica, devem ser apenas ser o que são; valores e ideais postos, que as pessoas aderem por se sentirem representadas pelos seus postulados.

 

Mas essa história (na verdade estória) de que toda mulher deve ser feminista, todo gay deve ser militante LGBT, todo homoerótico e/ou hetero flexível deve vestir azul e branco, não é bem assim. As pessoas tem pontos de convergência e de aproximação, e democraticamente falando, podem e devem se posicionar em alguns momentos em favor de uma causa, como também podem se distanciar quando sentirem ou perceberem que sua visão de mundo, em alguns (ou vários) pontos não se compactua com a demanda da bandeira levantada.

 

Ninguém tem o direito de forçar e de exigir que a condição sexual seja necessariamente substituída por palavras de manifestação e de revelação sempre favoráveis a uma determinada linha de pensamento.

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

SAB, 05.03.2016

O poliamor e o trisal

O trisal vive uma relação a três com mais um homem

Pedro Marcos Roma de Castro

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Chegou à mídia uma nova onda, o relacionamento denominado trisal. E não estamos falando apenas da mídia paralela, essa que faz explodir vez ou outra, algum tema na internet e redes sociais, o tema trisal recentemente atingiu também a mídia clássica e foi até alvo de um programa de TV aberta.

 

Esta propulsão recente do tema se deve em muito a uma banda de rock que estimula e espalha a sua forma de ver a vida, especialmente no que diz respeito a sua maneira mais aberta de relacionamento amoroso em que os três vivem.

 

Antes de tratar em um outro momento no tema do poliamor – que existe de fato; mas como tudo na vida possui limites, pois quem acha que tem a todos, pode no fundo é não ter nenhum... Vale esclarecer que, não abordaremos o poliamor (pelo menos não nesse momento), mas vou tentar aqui desmitificar especificamente esse “casal” bardoefada, que está sendo referenciado como um casal “revolucionário do conceito de família”.

 

Então, vamos começar pelos limites e geometria – os relacionamentos poliamorosos, pelo menos aqueles que não “estejam no estilo suruba”, seguem a padrões de estilos; estilos estes com geometrias e desenhos delimitados conforme a ilustração abaixo. Há relacionamentos em V, em ∆, em Z, em ampulheta e em quadrado; não me perguntem o porque, mas o poliamor livre e em rede ou em teia, por enquanto não é considerado um desenho entre os poliamoristas.

 

O casal bardo & fada defende que não é um casal, é um trisal, pois vive um relacionamento de poliamor em V – o nível mais simples da relação poliamorosa.

 

Vamos aos argumentos que o trisal apresenta:

 

(1) Os dois homens não são homossexuais, por isso eles não se relacionam entre si;

 

(2) As filhas do casal possuem apenas um pai biológico, mas possuem dois pais sociais;

 

(3) A mulher do trisal é bissexual e já possuiu um outro relacionamento em ∆ anterior, onde o marido se relacionava com duas mulheres  e elas entre si.

 

Mas será mesmo que isso é um poliamor?

 

Primeiro: Juro que não me convenceram quando os assisti na TV no programa da Luciana Gimenez, programa o qual também tive a honra de participar em julho do ano passado, para defender o tema g0y (g-zero-y); durante o programa, ao vivo, os três defenderam o tempo inteiro o argumento nº 1, ou seja, nada dos homens se aproximarem um do outro.

 

Existiria um acordo e haveria um rodízio da mulher, dia sim, dia não, com cada um deles... Entretanto, depois de mais de 40 minutos de programa, “sem querer” eles soltaram que... Às vezes os três ficam juntos na mesma cama.

 

Se for isso, eles não seriam homossexuais, ou seja, não seriam gays, mas estariam na condição sexual de heterogoys, provavelmente.

 

Segundo: Não seria um poliamor em V. Ficou muito claro que não é uma relação ou um casamento a três. Existe sim um casamento a dois e nada diferente do que diversos outros casais já experienciam dentro do universo swingers, onde o ménage feminino e masculino torna-se cada vez mais comum.

 

O dito trisal nesse caso não se configuraria em nada mais que um novo nome para ménage, só que com um parceiro um pouco mais fixo. Não é um novo conceito e na verdade não é um "poliamor",  nada mais é que um casal swinger que busca parceiros fixos ou mais duradouros, para “apimentar” a relação.

 

Claramente, existe um casal fixo - o rockeiro cabeludo e a esposa gata. O casal no passado entrou em crise e quase se separou, e assim para fugir do divórcio, no meio da crise conjugal, tiveram uma ideia e testaram o conceito mais machista e mais óbvio do mundo, vamos ficar com mais uma mulher - deu certo por um tempo, pois a esposa bissexual sentiu-se muito confortável e à vontade em uma relação em delta ou triangular.

 

Como dito a relação em ∆, não era poliamorosa, era simplesmente um ménage um pouco mais perdurável. Com o tempo, o terceiro elemento, no caso uma terceira, saiu dessa relação em delta e foi viver a sua vida. Depois, o que aconteceu?

 

Talvez vocês nem conheçam o caso Bardoefada e estejam sendo apresentados a ele agora, mas por simples dedução lógica, acho que já dá para o leitor imaginar o que possa ter acontecido. Na primeira relação em que se enxerga claramente uma vantagem subjetiva para o macho – afinal ele estava com duas meninas, lindas por sinal; com fim da relação a três e o retorno da relação a dois, a esposa titular cobrou a sua parte.

 

Você não viveu com duas mulheres... Então, dessa vez eu quero viver uma relação com dois homens.

 

Hoje, o já famoso trisal, vive uma relação a três com mais um homem. Só que no estilo ménage MFM (masculino, feminino, masculino), a sigla MMF (masculino, masculino, feminino) é mais popular e aplica-se à mesma situação, quando há proximidade entre os machos e contatos íntimos. Se realmente é isso, por mais que doa. Logo o casal, vai inventar uma nova "aventura" e esse terceiro elemento será descartado.

 

Isso é poliamor? Ou uma relação tradicional do swing que se abre a um terceiro temporariamente (mesmo que esse temporariamente, nesse caso seja por um tempo maior e um pouco mais duradouro...), em princípio, não parece ser uma relação clássica de poliamor, isto é, um casamento a três... Sequer o nome do casal foi atualizado para Bardo&fada&leo.

 

Parece ser apenas relação afetiva e aberta ao polisexo (um casal de 2 + 1), conceito que ainda soa estranho para muitos, mas não é novo e nem revolucionário; já era visto desde os anos 80, em que um casal, geralmente depois de muitos anos de relacionamento, tentando coisas novas, abre a relação para o sexo mais “dinâmico” e com o objetivo que não venha cair na rotina.

 

No trisal Bardoefada essa entrada do terceiro elemento masculino, por mais afeto que envolva, observa-se que a sua incorporação é muito recente (possui poucos meses no relacionamento), por isso ainda está em uma região de dúvida. Só o futuro confirmará se ele de fato será um terceiro cônjuge ou não.

 

Qualquer pessoa que se aventure pelo terreno do poliamor, o primeiro conceito ao qual tem que se deparar é a diferença que há entre a relação poliamorosa e o relacionamento aberto; relacionamento aberto não caracteriza uma relação poliamorosa.

 

Exemplo, um homem com sua amante – mesmo que aceita por sua esposa; pode muito bem desenhar uma relação em Z – se for uma mulher casada, ou em V – se for com uma amante solteira, mas isso não é uma relação poliamorosa. A diferença central é que na relação poliamorosa, não existiria amantes; pois a visão é a da incorporação na relação oficial.

 

A situação de poliparceiros(as) ocorre muito em situações de solteirisse, em situações de casamento ou de relações duradouras, tende a triplicar, quadruplicar e exponenciar os conflitos. Gosta de muitas DRs (Discussões da Relação), aventuras e adrenalina? Pode ser uma opção.

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

Reprodução

Isso é poliamor ou uma relação tradicional do swing?

SEX, 12.02.2016

Casado (e gØy!). E agora?

Homens casados procuram ativos e/ou passivos para sexo apenas e nada mais

Pedro Marcos Roma de Castro

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3 comentário(s)

Esse texto recebi de um leitor, o Danillo, provavelmente retratando a sua própria condição. Apesar de não ser um texto de minha autoria, achei um pecado não compartilhar aqui na minha coluna com os leitores do Portal Top Vitrine. Danillo tem 25 anos e descreve:

 

“Muitos homens casados, mesmo amando suas esposas, nutrem uma certa atração por outros do mesmo sexo. Muitos são heterogoys, outros bissexuais plenos. Fato é que os segundos, na minha opinião, estão em maioria no meio gay, procurando ativos e/ou passivos, para um sexo apenas, nada mais. Fazer sexo apenas uma vez não vai acabar com o desejo, ele vai voltar.

 

Ficar pulando de galho em galho numa promiscuidade que traz lá os seus riscos não é uma coisa muito segura para alguém, ainda mais casado. É traição? Relação sexual com outra pessoa sendo você casado é traição. O homem sabe disso, e muitas vezes tem que lidar com a sua consciência, gerando sentimentos de revolta e muita frustração. Ou trai mesmo sem nenhum pudor, renegando totalmente o amor à sua esposa.

 

Há homens com atração, mas longe de querer penetrar ou ser penetrado. Eles querem apenas ter contato, curtir, estar junto com um cara e não estar amarrado ou preso pela opinião ortodoxa da cultura hétero normativa que especula que qualquer contato com outros é sexo, portanto seria traição.

 

Enfim, contatos assim são naturais e são coisas de homens. Acho que é isso que deve ser falado sobre os g0ys. Não que ninguém precisa ser rotulado, mas em meio há tantas confusões sexuais e mentais que é bom encontrar pessoas que desejam o mesmo que você, um chão que você possa pisar. Se é casado? Então precisa saber que não é solteiro, respeitar a sua esposa e dar atenção a ela, nesse ponto tem que estar consciente que até as amizades podem ficar limitadas. Vale a pena fazer um bom amigo e até alguns mais íntimos, mas não amantes!

 

Para conforto pessoal no começo é até bom ou é de preferência que os amigos g-zero-y estejam em uma condição mais estável também. Solteiros e casados pensam muito diferentes e a afinidade se dá primeiro pelo meio afetivo, com respeito e boa conversa, ela pode ser (ou não) mais íntima. São coisas que precisam ser lidadas sem abalar a amizade, muito menos o casamento.”

 

Excelente posicionamento.

 

Como sei que muitos g0ys e heterogoys (e claro também outras denominações sexuais) acompanham e lêem o Portal Top Vitrine, resolvi compartilhar com mais pessoas. Agora, vale frisar que isso é polêmico? Claro que é. O conceito de casamento varia muito entre machos e fêmeas, cada um tem uma visão diferente sobre a relação.

 

Além disso, cada casal tem que mergulhar e resolver suas situações de uma maneira que seja própria. Mas o que temos para os homens casados e não héteros normativos é isso: primeiro saber que não estão sozinhos, independente da sua condição sexual – respeite a sua esposa. Se realmente pensam que não são gays enrustidos, então aguarde o momento certo e fale sobre a sua visão de mundo, se não enxerga pecado, não precisa sofrer por sua sexualidade que é expressa não de uma forma carnal, mas apenas de uma maneira mais evoluída, erotizada e/ou afetiva.

 

Relações assim são possíveis e em todas que foram e podem no futuro ser bem sucedidas, provavelmente nelas estarão presentes o prisma da segurança, da discrição e da confiança mútua como mantenedora da verdadeira afetividade do casal, sua consciência não deve ficar pesada.

 

No entanto, isso pode ser considerado muito pós-moderno, pois você estará numa relação que deverá buscar equilibrar amizades – e isso pode não ser fácil; sabendo que deve muito bem viver e dosar a condição de amigo social, a condição de amigo íntimo e a condição de marido, dando a cada instância a devida entrega.

 

Esqueça por alguns minutos esse negócio de sexo. Provavelmente a sua esposa estará muito mais preocupada com a atenção que você dá e a sua pré-disposição para entrega na relação.

 

Nesse ponto os ciúmes masculinos e femininos costumam ser diferentes. Agora, se estes seus brothers ocuparem mais espaço na sua vida do que o espaço subjetivo que seria devido a sua vida a dois se prepare, pois se houver esse sentimento ou essa percepção pelo feminino... conflitos à vista!

O Portal Top Vitrine não se responsabiliza por artigos assinados ou de origem definida.

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Pedro Marcos Roma de Castro

É psicólogo pela Universidade de Brasília (UnB), Doutor em Ciências Sociais Aplicadas - com ênfase em Administração, pela Universidade de São Paulo (USP) e Analista em Ciência e Tecnologia Sênior da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). É colaborador do Portal Top Vitrine desde fevereiro de 2015.

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